terça-feira, 14 de julho de 2015

Incomodado e inacabado



Eu escrevi um poema gigante pra colocar aqui. Mas o Note reiniciou e eu perdi todo o meu trabalho.
E eu acho que joguei minha obra prima no ralo...

Não tem bebida no armário. Nem nada escondido aqui no quarto.
Eu estou atrasando meus projetos pessoais nos últimos dias.
Não consigo mais abrir os livros em casa, pra nada.
Deve ser a maldita depressão.

O ânimo tem ido embora rapidamente.
E fantasmas piores em sussurrado nos meus ouvidos coisas que eu decididamente não gosto de ouvir.
Eu me cansei de ouvir. Me cansei das lembranças.
Me cansei da visão pessimista do futuro.

São uma e onze da manhã.
"Acordo" em quatro horas.

Não consigo dormir (mesmo tendo dormido quatro horas ontem).
O inverno está quente. Como o inferno.

Meu aniversário se aproxima.

E tudo dói.
Principalmente o coração.

Eu tenho me sentido débil. Incapaz.
Estou sentindo medo.
E se existe algo que eu não quero é sentir medo.

Um medo absurdo de estar me tornando algo como um item de catálogo. Um produto na prateleira do mercado. Um bem comprável, que será arrendado, usado e - fatalmente - descartado.
Deixado de lado como um brinquedo quebrado.

Estou chorando faz alguns minutos.
Não sei a razão.
Mas dói.

Tudo dói.

Quero os dias frios de volta. Quero os dias cinza de volta.
Quero poder esconder meu corpo de novo, da cabeça aos pés.

Queria poder ver os dias que virão com alegria, com esperança.
Mas eu só sei sentir medo.

E eu não quero mais sentir isso...
Eu não quero sentir mais isso...
Não quero sentir mais nada...

sábado, 11 de julho de 2015

Do outro lado


Do outro lado da cerca
Existe uma rosa pequena e frágil
Ela continua lá, sozinha
Suportando o vento frio da noite
E sendo queimada pelo orvalho, de manhã

Do outro lado da cerca tem um rosa
Eu não posso pegá-la
Não posso tocar suas pétalas
Nem sentir o seu perfume
E não existe lugar mais longe no mundo
Que o outro lado da cerca

Mas quando me sinto triste
Por ver que meu mundo acaba
Onde começam as linhas da cerca
Eu percebo que existe uma rosa lá fora
Ela é pequena e frágil
E está no frio e no orvalho
Desafiando o inverno sozinha

E não importa quão pequeno seja meu espaço
Ou quanto tempo eu precise ficar aqui
Eu sei que do outro lado da cerca
Há uma rosa esperando por mim

E isso basta...

Para enfrentar o inverno que vem vindo;

terça-feira, 23 de junho de 2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cedo demais



Esse poema é para o senhor solitário
Aquele sempre sozinho, na meia idade
Que reprogramaria o universo em alguns dias
Se ele fosse feito em Java ou C++
Que se esconde atrás de um avatar pixelado
Pois descobriu cedo demais
Que suas lentes o tornam inadequado

Esse poema é para a garota da zona nobre
Que precisa caber numa calça 38
Mesmo que o corpo peça uma 42
Que pede licença da mesa, educada
E se tranca no banheiro, ansiosa
Enquanto rejeita o jantar e a auto indulgência

Esse poema é para o rapaz do colégio
Cujo corpo pesa menos de 100 libras
E o coração, sozinho, uma tonelada
Que se odeia por não ser forte o bastante
Como os bullys bastardos que riem dele
Por só poder se trancar no quarto e chorar

Esse poema é para o garoto frustrado
Aquele prodígio, quarto ano de medicina
Que só queria estudar gastronomia
Mas precisou realizar o sonho do pai
Enquanto aprende fisiologia aplicada
Calcula quanto cianeto precisa para dar um basta

Esse poema é para os fracassados
Os bêbados e os indigentes
Esse poema é para os alienados
Os proscritos e os condenados
Esmagados pelo peso das sentenças
E deformados pela umidade de suas celas

Sozinhos
Chorando
Num quarto escuro qualquer
Em qualquer lugar

Esse poema é para aqueles que não são humanos
Não mais
Esse poema é para aquele cuja humanidade se foi
E se foi, cedo demais

22 de Junho

Eu achei que existir fosse um inverno constante.
Até você aparecer e me mostrar que não era sempre frio.
E que as vezes era divertido tomar sol, subir em árvores, andar sem rumo.

Ou ir a praia, nas férias...

Você trouxe o verão pra minha vida.
Obrigado.

Feliz aniversário.



...e que os próximos todos sejam segurando tua mão...

Se não existe perfeição nesse mundo, você é o mais perto que Deus chegou...

Muito obrigado, M.
Por me dar alegrias que eu não tinha conhecimento.
Alegrias que não tem cabimento e que eu preciso dividir com todo mundo.
Obrigado por ser exatamente como você é
E por não ser nada diferente disso.

Eu amo você.

sábado, 20 de junho de 2015

30 de Agosto de 2014

Sexta feira.
Rodoviária cheia.
Meu celular sem bateria.
Primeira vez naquela capital.

Me lembro que meu estômago estava dando nós cegos (daqueles de marinheiro).

_"Vamos lá, repense a frase de efeito, faça uma postura bacana, deixe ele sentir que você é confiante e descolado."

E então, no meio daquele mundaréu de gente, eu vi você.
Você era (é rs) pequena, cabelo longo, liso, brinco de penas, com seu óculos de armação discretinha e olhos infinitamente escuros. Você chegou toda envergonhada, cheio de insegurança.
E tudo que eu planejei foi pro lixo. Você desconstruiu minha confiança só trocando olhares comigo...

E você sorriu. Sorriu várias vezes aliás.
E cada sorriso seu brilhava mais que a lua ou as estrelas no céu.

No fim de semana de 30 de agosto, você fez Belo Horizonte brilhar mais que Paris, sabia?
Você transformou tudo em luz.

E graças a você, eu não tenho mais medo do escuro.

Obrigado, meu amor.

 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

It is what it iS


There's no place like home
Where the sun shines by day
Warming your pale skin
And giving a bit of life
For the stingy broken heart

There's no place like home
Wheres the bourboun goes down sharp
Burning your flesh and veins
Piercing your sick lungs
Refresinhg the rotten soul

So be it...
Look ahead way
Rise the chin
It's time to take the road again
And just you can walk back home

Swallow the last sip
Lift with dignity
Smile 
And let the tip
And find your own way

Find your way back home...