E eu me pergunto todos os dias a razão de insistir em ser prego...
terça-feira, 23 de junho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Cedo demais
Esse poema é para o senhor solitário
Aquele sempre sozinho, na meia idade
Que reprogramaria o universo em alguns dias
Se ele fosse feito em Java ou C++
Que se esconde atrás de um avatar pixelado
Pois descobriu cedo demais
Que suas lentes o tornam inadequado
Esse poema é para a garota da zona nobre
Que precisa caber numa calça 38
Mesmo que o corpo peça uma 42
Que pede licença da mesa, educada
E se tranca no banheiro, ansiosa
Enquanto rejeita o jantar e a auto indulgência
Esse poema é para o rapaz do colégio
Cujo corpo pesa menos de 100 libras
E o coração, sozinho, uma tonelada
Que se odeia por não ser forte o bastante
Como os bullys bastardos que riem dele
Por só poder se trancar no quarto e chorar
Esse poema é para o garoto frustrado
Aquele prodígio, quarto ano de medicina
Que só queria estudar gastronomia
Mas precisou realizar o sonho do pai
Enquanto aprende fisiologia aplicada
Calcula quanto cianeto precisa para dar um basta
Esse poema é para os fracassados
Os bêbados e os indigentes
Esse poema é para os alienados
Os proscritos e os condenados
Esmagados pelo peso das sentenças
E deformados pela umidade de suas celas
Sozinhos
Chorando
Num quarto escuro qualquer
Em qualquer lugar
Esse poema é para aqueles que não são humanos
Não mais
Esse poema é para aquele cuja humanidade se foi
E se foi, cedo demais
22 de Junho
Eu achei que existir fosse um inverno constante.
Até você aparecer e me mostrar que não era sempre frio.
E que as vezes era divertido tomar sol, subir em árvores, andar sem rumo.
Ou ir a praia, nas férias...
Você trouxe o verão pra minha vida.
Obrigado.
Feliz aniversário.
...e que os próximos todos sejam segurando tua mão...
Se não existe perfeição nesse mundo, você é o mais perto que Deus chegou...
Muito obrigado, M.
Por me dar alegrias que eu não tinha conhecimento.
Alegrias que não tem cabimento e que eu preciso dividir com todo mundo.
Obrigado por ser exatamente como você é
E por não ser nada diferente disso.
Eu amo você.
sábado, 20 de junho de 2015
30 de Agosto de 2014
Sexta feira.
Rodoviária cheia.
Meu celular sem bateria.
Primeira vez naquela capital.
Primeira vez naquela capital.
Me lembro que meu estômago estava dando nós cegos (daqueles de marinheiro).
_"Vamos lá, repense a frase de efeito, faça uma postura bacana, deixe ele sentir que você é confiante e descolado."
E então, no meio daquele mundaréu de gente, eu vi você.
Você era (é rs) pequena, cabelo longo, liso, brinco de penas, com seu óculos de armação discretinha e olhos infinitamente escuros. Você chegou toda envergonhada, cheio de insegurança.
Você era (é rs) pequena, cabelo longo, liso, brinco de penas, com seu óculos de armação discretinha e olhos infinitamente escuros. Você chegou toda envergonhada, cheio de insegurança.
E tudo que eu planejei foi pro lixo. Você desconstruiu minha confiança só trocando olhares comigo...
E você sorriu. Sorriu várias vezes aliás.
E cada sorriso seu brilhava mais que a lua ou as estrelas no céu.
No fim de semana de 30 de agosto, você fez Belo Horizonte brilhar mais que Paris, sabia?
Você transformou tudo em luz.
E graças a você, eu não tenho mais medo do escuro.
Obrigado, meu amor.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
It is what it iS
There's no place like home
Where the sun shines by day
Warming your pale skin
And giving a bit of life
For the stingy broken heart
For the stingy broken heart
There's no place like home
Wheres the bourboun goes down sharp
Burning your flesh and veins
Piercing your sick lungs
Refresinhg the rotten soul
So be it...
Look ahead way
Rise the chin
It's time to take the road again
And just you can walk back home
Swallow the last sip
Lift with dignity
Smile
And let the tip
And find your own way
Find your way back home...
terça-feira, 16 de junho de 2015
Sebastião
Há algo de cruel na nossa educação.
Há uma leve pitada de sadismo na nossa concepção pedagógica.
Quando deixamos de ser seres humanos para sermos vistos como meros instrumentos?
Quando deixamos de ser seres complexos, dotados de capacidade criativa e sensibilidade emocional, para sermos vistos como aglomerados de carne, meros degraus numa escadaria de ascensão social?
Estou chegando aos 27 anos despedaçado.
Desde que me lembro, fui educado acreditando que se fosse "bom" coisas "boas" aconteceriam.
E que se eu fosse "mal", coisas "ruins" aconteceriam em retribuição.
E não importava como eu conduzia minhas ações, cedo ou tarde eu levaria um belo soco da vida. Um daqueles que me deixaria ser ar, esticado no chão, como um substrato humano.
Sabe, depois de um tempo eu me acostumei a levar esses golpes. Sempre que a vida me dava algum prêmio, em pouco tempo ela me agredia com tanta violência... Que eu comecei a temer essas pequenas recompensas.
Já não eram mais simples ocorrências aleatórias. Eram apenas o presságio de um dor tão grande, de algo que exigiria muito mais do que eu seria capaz de oferecer.
Ficar deitado, recuperando o fôlego, tornou-se uma rotina.
E sem querer, eu já estava pressionando a barra.
Eu não queria a comida, nem o afago.
Eu só não queria mais os choques.
Hoje, percebo com que frequência eu me desculpo com as pessoas. Mesmo quando minha opinião é a adequada. Mesmo quando a minha razão justifica a dissonância. Mesmo quando eu estou certo,
Como se tivesse tanto medo da punição, que ao me auto declarar culpado, teria a "pena" diminuída.
Mas... estou pedindo desculpas por que?
Eu simplesmente... Não sei.
Eu passei tantos anos sendo enjaulado, medido e avaliado, que deixei grande parte da minha humanidade no meio do caminho.
Todo o projeto do que podia ser se foi. O que ficou não é a sombra de um homem. É só um rato.
Em algum momento da minha vida, eu fui transformado num rato de laboratório.
sábado, 13 de junho de 2015
Antífona
Eu encontrei você
Onde tudo é líquido
Eu encontrei você
Evanescente
Um fantasma doente
Esperando a partida
Eu encontrei você
Que nada tinha no peito
Só o coração partido
E uma dor que eu não sentia
Mas sabia
Sabia que estava lá
E sabendo que não devia
Eu me apaixonei por você
Você
Que não tinha rosto
Ou tinha, Bellemere
E nem nome
Aoki san
Com você
Sonhei sonhos lindos
E neles, beijei seu rosto
Coberto de sol
Mesmo sem tê-lo visto
Dormi ao som da voz
que eu não ouvi
E no calor dos seus braços
Que eu não senti
Busquei abrigo tantas vezes
E quando finalmente te vi
E te toquei
E senti...
Você não era o que imaginei.
Você era melhor.
Você era real.
Assinar:
Postagens (Atom)




